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	<title>Cenas do Cotidiano</title>
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	<description>O dia-a-dia em pauta</description>
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		<title>Cenas do Cotidiano</title>
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		<title>A imprensa diz, desdiz e vira urubu</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 17:48:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A imprensa diz, desdiz e vira urubu
Por Igor Leonardo em 8/9/2009
Há alguns dias, milhões de brasileiros ficaram perplexos com as imagens da professora baiana dançando &#8220;Todo Enfiado&#8221;. Após a postagem do vídeo no site YouTube, uma emissora de televisão de Salvador divulgou maciçamente este &#8220;primoroso feito&#8221;, o que fez o fato repercutir no âmbito nacional, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=62&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">A imprensa diz, desdiz e vira urubu</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Por Igor Leonardo em 8/9/2009</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Há alguns dias, milhões de brasileiros ficaram perplexos com as imagens da professora baiana dançando &#8220;Todo Enfiado&#8221;. Após a postagem do vídeo no site YouTube, uma emissora de televisão de Salvador divulgou maciçamente este &#8220;primoroso feito&#8221;, o que fez o fato repercutir no âmbito nacional, tomando um enorme tempo de um programa de TV transmitido para todo o Brasil da mesma emissora a que a TV baiana é afiliada.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Passada a grande repercussão, vários outros fatos e especulações: a professora perdeu o emprego; a banda &#8220;O Troco&#8221;, detentora da música, ganhou fama e a protagonista da história está tentando tirar proveito de tudo isso. Seja seguindo carreira de dançarina sensual – e isso ela faz muito bem –, seja posando para uma revista masculina do jeito que veio ao mundo, como ela mesma admite já ter recebido o convite.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Com toda essa história, as especulações em torno da real cultura baiana começou a (re)surgir na imprensa nacional. Algumas pessoas, inclusive, resumiram a cultura baiana a esses tipos de eventos em que a mulher é vista de maneira promíscua e sem conteúdo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Palavras nãovoltam atrás</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Mas o que dizer de Jorge Amado, com seus romances admirados em várias partes do mundo? O que dizer de Raul Seixas, com a sua &#8220;Sociedade Alternativa&#8221;? O que dizer de Castro Alves? O que dizer de tantos nomes memoráveis da cultura que aqui viveram e ainda vivem? O que dizer da importância da Bahia para a história do Brasil? O que dizer do samba de roda e de tantas manifestações culturais carinhosamente preservadas pelo povo baiano?</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Agora, não adianta a mesma emissora de TV que começou tudo isso, que &#8220;colocou lenha na fogueira&#8221;, tentar &#8220;apagar o fogo com assopro&#8221;, o que é quase impossível. Foi essa a impressão que ficou após um apresentador, radialista e comentarista defender, no jornal local soteropolitano, com unhas e dentes, a mulher baiana e a cultura que permeia esse estado. Por que, ao produzir esses tipos de reportagens, não se pensa nas questões éticas do jornalismo e no direito à privacidade do indivíduo, à preservação da imagem que a Constituição brasileira assegura?</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">O que fica, pelo menos para quem costuma pensar nestas coisas, é a impressão de que a imprensa faz e desfaz, mas que, antes de fazer, pensa primeiramente na audiência e no sensacionalismo dos fatos. Já passou da hora de fazer a diferença! De nada vale sensacionalizar o fato e tentar mostrar que a real intenção não foi esta. O que disse, já foi dito. Palavras não voltam atrás.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Digerindo &#8220;carniça&#8221;</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Atitudes deste tipo fazem com que a credibilidade da imprensa regional diminua cada vez mais, fortalecendo, inclusive, de permeio o discurso dos que são contra a obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Tantos problemas rondando a cidade, mas os veículos (nem todos) insistem em praticar o sensacionalismo e fazer dele o seu principal norteador. Fatos irrisórios como este, veiculados na grande imprensa, apenas reforçam o desgaste dos profissionais que trabalham para fazer um jornalismo sério e de qualidade. É preciso, acima de tudo, repensar o real papel da imprensa na sociedade.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Quanto à professora, cabe agora tirar proveito da situação e se esforçar para mostrar a verdadeira identidade da mulher e da cultura baiana. Já a imprensa&#8230; Ah, imprensa! Se continuar digerindo estas &#8220;carniças&#8221;, pode amanhecer, um dia, na mente das pessoas, confundida com um urubu.</div>
<p>Há alguns dias, milhões de brasileiros ficaram perplexos com as imagens da professora baiana dançando &#8220;Todo Enfiado&#8221;. Após a postagem do vídeo no site YouTube, uma emissora de televisão de Salvador divulgou maciçamente este &#8220;primoroso feito&#8221;, o que fez o fato repercutir no âmbito nacional, tomando um enorme tempo de um programa de TV transmitido para todo o Brasil da mesma emissora a que a TV baiana é afiliada.</p>
<p>Passada a grande repercussão, vários outros fatos e especulações: a professora perdeu o emprego; a banda &#8220;O Troco&#8221;, detentora da música, ganhou fama e a protagonista da história está tentando tirar proveito de tudo isso. Seja seguindo carreira de dançarina sensual – e isso ela faz muito bem –, seja posando para uma revista masculina do jeito que veio ao mundo, como ela mesma admite já ter recebido o convite.</p>
<p>Com toda essa história, as especulações em torno da real cultura baiana começou a (re)surgir na imprensa nacional. Algumas pessoas, inclusive, resumiram a cultura baiana a esses tipos de eventos em que a mulher é vista de maneira promíscua e sem conteúdo.<span id="more-62"></span></p>
<p>Palavras nãovoltam atrás</p>
<p>Mas o que dizer de Jorge Amado, com seus romances admirados em várias partes do mundo? O que dizer de Raul Seixas, com a sua &#8220;Sociedade Alternativa&#8221;? O que dizer de Castro Alves? O que dizer de tantos nomes memoráveis da cultura que aqui viveram e ainda vivem? O que dizer da importância da Bahia para a história do Brasil? O que dizer do samba de roda e de tantas manifestações culturais carinhosamente preservadas pelo povo baiano?</p>
<p>Agora, não adianta a mesma emissora de TV que começou tudo isso, que &#8220;colocou lenha na fogueira&#8221;, tentar &#8220;apagar o fogo com assopro&#8221;, o que é quase impossível. Foi essa a impressão que ficou após um apresentador, radialista e comentarista defender, no jornal local soteropolitano, com unhas e dentes, a mulher baiana e a cultura que permeia esse estado. Por que, ao produzir esses tipos de reportagens, não se pensa nas questões éticas do jornalismo e no direito à privacidade do indivíduo, à preservação da imagem que a Constituição brasileira assegura?</p>
<p>O que fica, pelo menos para quem costuma pensar nestas coisas, é a impressão de que a imprensa faz e desfaz, mas que, antes de fazer, pensa primeiramente na audiência e no sensacionalismo dos fatos. Já passou da hora de fazer a diferença! De nada vale sensacionalizar o fato e tentar mostrar que a real intenção não foi esta. O que disse, já foi dito. Palavras não voltam atrás.</p>
<p>Digerindo &#8220;carniça&#8221;</p>
<p>Atitudes deste tipo fazem com que a credibilidade da imprensa regional diminua cada vez mais, fortalecendo, inclusive, de permeio o discurso dos que são contra a obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Tantos problemas rondando a cidade, mas os veículos (nem todos) insistem em praticar o sensacionalismo e fazer dele o seu principal norteador. Fatos irrisórios como este, veiculados na grande imprensa, apenas reforçam o desgaste dos profissionais que trabalham para fazer um jornalismo sério e de qualidade. É preciso, acima de tudo, repensar o real papel da imprensa na sociedade.</p>
<p>Quanto à professora, cabe agora tirar proveito da situação e se esforçar para mostrar a verdadeira identidade da mulher e da cultura baiana. Já a imprensa&#8230; Ah, imprensa! Se continuar digerindo estas &#8220;carniças&#8221;, pode amanhecer, um dia, na mente das pessoas, confundida com um urubu.</p>
<p>Artigo publicado no Observatório da Imprensa, em 08/09/2009. Link: <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=554FDS010">http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=554FDS010</a></p>
<p><strong>Veja o vídeo da professora dançando o &#8220;Todo Enfiado&#8221;:</strong></p>
<p><span style="font-family:Arial;line-height:normal;font-size:10px;white-space:pre;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cenasdocotidiano.wordpress.com/2009/09/09/a-imprensa-diz-desdiz-e-vira-urubu/"><img src="http://img.youtube.com/vi/E30HfBfc9OA/2.jpg" alt="" /></a></span></span></p>
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		<item>
		<title>O santo casamenteiro</title>
		<link>http://cenasdocotidiano.wordpress.com/2008/06/19/o-santo-casamenteiro/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 17:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cenasdocotidiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Protetor dos pobres, auxílio na busca de objetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é Santo Antônio de Pádua, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa. A devoção ao santo atravessa séculos. Desde a canonização pelo Papa Gregório IX, em 1263, o santo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=54&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><a href="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/06/img_0473.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-55" src="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/06/img_0473.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Protetor dos pobres, auxílio na busca de objetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Ant%C3%B4nio_de_P%C3%A1dua" target="_blank"><strong>Santo Antônio de Pádua</strong></a>, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa. A devoção ao santo atravessa séculos. Desde a canonização pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Greg%C3%B3rio_IX" target="_blank"><strong>Papa Gregório IX</strong></a><strong>,</strong> em 1263, o santo casamenteiro atrai milhares de fiéis.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-54"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Em <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Salvador_%28Bahia%29" target="_blank">Salvador</a></strong>, diversas paróquias homenageiam Santo Antônio no dia 13 de junho, sempre com uma procissão, que é a culminância de 13 dias de oração. No bairro do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Garcia_%28Salvador%29" target="_blank"><strong>Garcia</strong></a>, a educadora Sálua Chequer faz a trezena há 24 anos, mas é devota desde a infância. “Minha primeira professora de música rezava e eu tinha o maior prazer de ir com minha mãe. Eu tenho uma história com Santo Antônio que não sei explicar. Mas é uma coisa de muito<a href="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/06/img_0485.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-56" src="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/06/img_0485.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a> amor, muito carinho. Arrumo a casa com muita dedicação e muito prazer em homenagem ao glorioso. Para mim, é a celebração da vida estar junto com a comunidade nesta procissão”, declara emocionada.</p>
<p style="text-align:justify;">O cortejo saiu do salão do prédio da professora em direção ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, do <a href="http://www.colegioantoniovieira.com.br/" target="_blank"><strong>Colégio Antônio Vieira</strong></a>, que fica próximo. Chegando lá, músicas e orações fazem parte do ritual, acompanhado de pessoas de várias faixas etárias, que também levam para suas casas o pão de Santo Antônio.</p>
<p style="text-align:justify;">Para o Pe. Miguel Martins, da ordem Jesuíta, “os fiéis têm tanto amor a este santo, que é como se fosse alguém da família. É muito grande essa intimidade do brasileiro com Santo Antônio, ainda mais na Bahia”, afirma.<a href="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/06/img_0508.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-57" src="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/06/img_0508.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Logo após as rezas, Sálua recebe a comunidade em sua casa, com direito a comidas típicas e brincadeiras, a exemplo da “fita de Santo Antônio”.<br />
<a href="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/06/img_0574.jpg"></a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/54/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=54&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A resposta do Berimbau</title>
		<link>http://cenasdocotidiano.wordpress.com/2008/05/15/a-resposta-do-berimbau/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 May 2008 13:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cenasdocotidiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Poema
Superado pelo tempo,
Ensinando muito mal,
Fabricando mil diplomas
Para entupir hospital,
O doutor da faculdade
Botou, com toda maldade,
A culpa no berimbau.
 
II
Disse o doutor Natalino
Que o baiano é um mocó,
Sem coragem e inteligência,
Preguiçoso de dar dó,
Só liga pra carnaval
E só toca berimbau
Porque tem uma corda só.
III
O sujeito ignorante
Não conhece o berimbau,
Que atravessou o mundo
Com toda a força ancestral.
Na fronteira [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=49&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Poema<img class="alignright size-medium wp-image-50" src="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/05/berimbau1.jpg?w=300&#038;h=205" alt="" width="300" height="205" /></p>
<p style="text-align:left;">Superado pelo tempo,<br />
Ensinando muito mal,<br />
Fabricando mil diplomas<br />
Para entupir hospital,<br />
O doutor da faculdade<br />
Botou, com toda maldade,<br />
A culpa no berimbau.</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p><span id="more-49"></span>II<br />
Disse o doutor Natalino<br />
Que o baiano é um mocó,<br />
Sem coragem e inteligência,<br />
Preguiçoso de dar dó,<br />
Só liga pra carnaval<br />
E só toca berimbau<br />
Porque tem uma corda só.</p>
<p>III<br />
O sujeito ignorante<br />
Não conhece o berimbau,<br />
Que atravessou o mundo<br />
Com toda a força ancestral.<br />
Na fronteira da emoção,<br />
Traz da África a percussão<br />
Da diáspora cultural.</p>
<p>IV<br />
Nem Baden Powel resistiu<br />
À percussão milenar,<br />
Uma corda a encantar seis<br />
Na tristeza camará<br />
De Salvador da Bahia.<br />
Quem toca e canta poesia<br />
Na dança sabe lutar.</p>
<p>V<br />
O doutor, se estudou,<br />
Na certa não aprendeu nada:<br />
Diz que o som do Olodum<br />
Não passa de uma zoada<br />
E a cultura baiana<br />
É uma penca de bananas,<br />
Primitiva e atrasada.</p>
<p>VI<br />
Jimmy Cliffi, Michael Jackson,<br />
Paul Simon e o escambau<br />
Se renderam ao Olodum<br />
Com seu toque genial,<br />
Que nasceu no Pelourinho<br />
E hoje abre caminho<br />
No cenário mundial.</p>
<p>VII<br />
O baiano é primitivo?<br />
Veja só o resultado:<br />
Ruy foi o Águia de Haia;<br />
Castro Alves, verso-alado<br />
De poeta condoreiro,<br />
E gente do mundo inteiro<br />
Se curvou a Jorge Amado.</p>
<p>VIII</p>
<p>Bethânea, Caetano e Gil,<br />
Armandinho, Dodô e Osmar,<br />
Gal Costa, Morais Moreira,<br />
Batatinha a encantar<br />
João Gilberto, Bossa Nova<br />
Novos Baianos são prova<br />
Da grandeza do lugar.</p>
<p>IX<br />
Glauber, no Cinema Novo;<br />
Gregório, velha poesia;<br />
Gordurinha, no rojão;<br />
Milton, na Geografia;<br />
Anísio, na Educação;<br />
Dias Gomes, na encenação;<br />
João Ubaldo e Adonias.</p>
<p>X<br />
Menestrel da cantoria<br />
Temos o mestre Elomar,<br />
Xangai, Wilson Aragão,<br />
Bule-Bule a improvisar,<br />
Roberto Mendes viola<br />
A chula – semba de Angola,<br />
Nosso samba de além-mar.</p>
<p>XI<br />
Se eu fosse citar todos<br />
Que merecem citação,<br />
Faria um livro de nomes<br />
Tão grande é a relação.<br />
Desculpe, Afrânio Peixoto,<br />
Esse doutor é um roto<br />
Procurando promoção!</p>
<p>XII<br />
Com vergonha do que fez:<br />
Insultar toda a Nação,<br />
O tal doutor Natalino<br />
Pediu exoneração<br />
E não encontra ninguém,<br />
Nem um nazista do além,<br />
Para tomar a lição.</p>
<p>XIII<br />
O baiano é pirracento,<br />
Mas paga com bem o mal:<br />
Dá uma chance a Natalino<br />
Lá no Mercado Central<br />
De ganhar alguns trocados<br />
Segurando o pau dobrado<br />
Da corda do berimbau.</p>
<p>AUTOR DESCONHECIDO</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/49/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=49&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Após 120 anos, será que somos livres?</title>
		<link>http://cenasdocotidiano.wordpress.com/2008/05/13/apos-120-anos-sera-que-somos-livres/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 14:21:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cenasdocotidiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia em que se comemora a Abolição da Escravatura, desde 13 de maio de 1888, surge a primeira pergunta: será que somos livres? E, a final, o que foi a tal liberdade que Princesa Isabel assinou na Lei Áurea? Veja o histórico.

Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=47&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img class="size-medium wp-image-48 alignright" style="float:right;" src="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/05/abolic1.jpg?w=270&#038;h=194" alt="" width="270" height="194" />No dia em que se comemora a Abolição da Escravatura, desde 13 de maio de 1888, surge a primeira pergunta: será que somos livres? E, a final, o que foi a tal liberdade que Princesa Isabel assinou na <a href="http://www.direitoshumanos.usp.br/counter/Doc_Histo/texto/Lei_aurea.html" target="_blank"><strong>Lei Áurea</strong></a>? Veja o histórico.</p>
<p><span id="more-47"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão-de-obra para a realização de trabalhos manuais. Diante disso, eles procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; entretanto, esta escravidão não pôde ser levada adiante, pois os religiosos se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Assim, os portugueses passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil.<br />
Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos porões dos navios negreiros. Devido as péssimas condições deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem. Após o desembarque eles eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e desumana. <br />
Apesar desta prática ser considerada “normal” do ponto de vista da maioria, havia aqueles que eram contra este tipo de abuso. Estes eram os abolicionistas (grupo formado por literatos, religiosos, políticos e pessoas do povo); contudo, esta prática permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve a escravidão por um longo período foi o econômico. A economia do país contava somente com o trabalho escravo para realizar as tarefas da roça e outras tão pesados quanto estas. As providências para a libertação dos escravos deveriam ser tomadas lentamente.<br />
Em 1885, foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais de 65 anos. Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão neste país.</p>
<p style="text-align:justify;">Fonte: <a href="http://www.vivabrazil.com/" target="_blank"><strong><span style="color:#0000ff;">Viva Brasil</span></strong></a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/47/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=47&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>De empoeirados a espaços modernos</title>
		<link>http://cenasdocotidiano.wordpress.com/2008/05/09/de-empoeirados-a-espacos-modernos/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 20:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cenasdocotidiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quem disse que os sebos de hoje são lojas velhas, cheias de livros empoeirados? A nova geração deste tipo de negócio está avançando e se adequando ao mercado. O ponto de encontro de colecionadores e, principalmente, amantes da boa literatura, agora busca inovar não somente na forma da venda de livros usados, mas na diversificação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=45&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-medium wp-image-46" src="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/05/sebo-3.jpg?w=286&#038;h=213" alt="" width="286" height="213" /></p>
<p style="text-align:justify;">Quem disse que os sebos de hoje são lojas velhas, cheias de livros empoeirados? A nova geração deste tipo de negócio está avançando e se adequando ao mercado. O ponto de encontro de colecionadores e, principalmente, amantes da boa literatura, agora busca inovar não somente na forma da venda de livros usados, mas na diversificação dos serviços. </p>
<p><span id="more-45"></span>Acesso à internet rápida, lanchonete e restaurante vegetariano. Estes são os serviços que o sebo Berinjela (de matriz carioca), no centro de Salvador, investe, além de vender livros usados. “Nós buscamos atender ao público que gosta da boa literatura, ao mesmo tempo da comida e lanchonete natural. É um misto de serviços para atender à demanda”, defende a proprietária Lorena Di Bella, a argentina que, há sete anos, começou com o negócio juntamente com o marido, também argentino.<br />
Outro local bastante conhecido é o <a href="http://www.livbrandaosebo.com.br" target="_self"><span style="color:#0000ff;"><strong>Brandão Sebo</strong></span></a>, um dos mais antigos da capital baiana. Funcionando desde o início da década de 70, o estabelecimento tem, em seu estoque, cerca de um milhão de livros, dentre eles, obras valiosas, que chegam a custar cerca de R$ 15 mil – uma obra jurídica em latim do século XVI.<br />
Além da tradição em vender livros usados na loja, o conhecido Brandão oferece também a compra pela internet, através da estante virtual; uma adequação ao mercado cada vez mais exigente e competitivo. O renome no cenário não somente baiano, como a nível nacional e internacional, fez com que o estabelecimento vendesse bibliotecas inteiras para diversas partes do mundo, inclusive para o Banco de Tóquio (Japão).<br />
“O cliente de hoje não vem mais ao sebo para achar livros baratos, e sim pelo fato de eles não serem encontrados mais nos estoques das livrarias, principalmente os romances”, é o que diz Eurico Brandão, um dos proprietários do sebo, e acrescenta: “por isso, temos que nos adequar ao mercado, para não perder este púbico que busca pelo que é valioso, e não somente barato”.<br />
Na era em que a internet prevalece, a busca pelos conhecimentos fora dos meios virtuais faz com que as pessoas se interesse, a cada dia, pelos livros que não se acham mais nas livrarias.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">SERVIÇO</span></strong><br />
<strong>Brandão Sebo</strong> | Rua Ruy Barbosa, 15-A, Centro.<br />
Tel.: 3243-5383 / 3242-3721</p>
<p><strong>Berinjela</strong> | Travessa da Ajuda, 01, Centro.<br />
Tel.: 3322-0247</p>
<p><strong>O Cantinho do Sebo</strong> | Rua Minas Gerais, 515, Pituba.<br />
   Rua Barão de Loreto, 380, Centenário.<br />
Tel.: 3346-3430 / 3332-5275</p>
<p><strong>Casa dos Livros</strong> | Rua 28 de Setembro, 13, Centro.<br />
Tel.: 3323-0063</p>
<p><strong>Sebo Juvenil</strong> | Estação da Lapa, Centro.<br />
Tel.: 3322-8783</p>
<p><strong>Papiros Sebo</strong> | Av. Vale do Tororó, 28, Centro.<br />
Tel.: 3266-0212</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/45/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=45&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Muito barulho por nada</title>
		<link>http://cenasdocotidiano.wordpress.com/2008/05/07/muito-barulho-por-nada/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 00:24:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cenasdocotidiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cenasdocotidiano.wordpress.com/?p=44</guid>
		<description><![CDATA[Os números apontam: 121 autos de infração, três embargos, 21 apreensões de equipamentos e 362 notificações. A Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) é o órgão que notificou centenas de estabelecimentos e pessoas que desobedeceram a lei do silêncio, somente neste ano.
Não é de hoje que todo mundo sabe que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=44&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Os números apontam: 121 autos de infração, três embargos, 21 apreensões de equipamentos e 362 notificações. A Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município <a href="http://www.sucom.ba.gov.br/#" target="_blank"><span style="color:#0000ff;">(Sucom)</span></a> é o órgão que notificou centenas de estabelecimentos e pessoas que desobedeceram a lei do silêncio, somente neste ano.</p>
<p>Não é de hoje que todo mundo sabe que muito barulho no juízo não leva a nada, só trás problemas. Dentre as principais conseqüências da poluição sonora, estão a perda de audição, agressividade, impotência sexual, hipertensão arterial e estresse. Em vários bairros de Salvador é possível encontrar diversos bares e carros com a mala aberta e o som alto. Um absurdo! Como diz a vinheta do programa televisivo do nosso &#8220;queridíssimo&#8221; futuro candidato a prefeito da capital baiana, Raimundo Varela.</p>
<p>Segue a tabela da gravidade, segundo a Organização Mundial de Saúde <a href="http://www.who.int/en/" target="_blank"><span style="color:#0000ff;">(OMS)</span></a>:</p>
<p> </p>
<table class="MsoTableGrid" style="border-collapse:collapse;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td style="width:144.05pt;background-color:transparent;border:windowtext 1pt solid;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Volume de som</span><span style="font-size:x-small;"> </span></p>
</td>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-top:windowtext 1pt solid;border-left-color:#d4d0c8;width:144.05pt;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Efeitos negativos</span></td>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-top:windowtext 1pt solid;border-left-color:#d4d0c8;width:144.1pt;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Exemplos de locais</span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left:windowtext 1pt solid;width:144.05pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Até 50 dB</span></td>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left-color:#d4d0c8;width:144.05pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Nenhum</span></td>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left-color:#d4d0c8;width:144.1pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Rua sem tráfego</span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left:windowtext 1pt solid;width:144.05pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">De 50 a 65 dB</span></td>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left-color:#d4d0c8;width:144.05pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Diminui a concentração e prejudica a produtividade no trabalho intelectual</span></td>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left-color:#d4d0c8;width:144.1pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Agência bancária</span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left:windowtext 1pt solid;width:144.05pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">De 65 a 70 dB (início das epidemias de ruído)</span></td>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left-color:#d4d0c8;width:144.05pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- Diminui a resistência imunológica</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Induz a liberação de endorfina, tornando o organismo dependente (muitas pessoas só conseguem dormir com o rádio ou TV ligados)</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- Aumenta a concentração de colesterol no sangue</span></td>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left-color:#d4d0c8;width:144.1pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Bar ou restaurante lotado</span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left:windowtext 1pt solid;width:144.05pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Acima de 70 dB</span></td>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left-color:#d4d0c8;width:144.05pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Aumentam os riscos de enfarte, infecções, entre outras doenças sérias</span></td>
<td style="border-right:windowtext 1pt solid;border-left-color:#d4d0c8;width:144.1pt;border-top-color:#d4d0c8;border-bottom:windowtext 1pt solid;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="192" valign="top"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Praça de alimentação em shopping centers e ruas de tráfego intenso</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Um abraço a todos! Som é legal, mas barulho não!</p>
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		<title>Berimbau: poucos neurônios e baixo QI?</title>
		<link>http://cenasdocotidiano.wordpress.com/2008/05/05/berimbau-poucos-neuronios-e-baixo-qi/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 May 2008 16:20:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cenasdocotidiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[O berimbau não é um instrumento tão simples de tocar, principalmente para quem não tem ritmo. A Bahia é o estado que tem a primeira Faculdade de Medicina do país, bem como é o de nomes como Caimmy, Jorge Amado, Caribé, dentre outros. Não é isso que acha o coordenador do curso de Medicina da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=41&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Berimbau" target="_blank"><strong><span style="color:#0000ff;">berimbau</span></strong></a> não é um instrumento tão simples de tocar, principalmente para quem não tem ritmo. A <a href="http://www.bahia.com.br" target="_blank"><strong><span style="color:#0000ff;">Bahia</span></strong></a> é o estado que tem a primeira Faculdade de Medicina do país, bem como é o de nomes como Caimmy, Jorge Amado, Caribé, dentre outros. Não é isso que acha o coordenador do curso de Medicina da <a href="http://www.ufba.br" target="_blank"><strong><span style="color:#0000ff;">Universidade Federal da Bahia (UFBA)</span></strong></a><span style="color:#0000ff;"><strong>.</strong><br />
</span>Em uma entrevista à televisão, o médico e professor Antônio Natalino Dantas criticou os baianos com a declaração, em outras palavras, de que eles não têm neurônios suficientes para, por exemplo, tocar instrumentos de mais de uma corda, que só tocam berimbau porque tem uma só.<br />
A declaração foi repercutida a nível nacional, como suíte de uma notícia que a fiscalização do<a href="http://www.mec.gov.br" target="_blank"><strong> <span style="color:#0000ff;">Ministério da Educação (MEC)</span></strong></a> irá vistoriar algumas universidades brasileiras, no curso de medicina, inclusive a Universidade Federal da Bahia (UFBA).<br />
Com tudo isso, vai uma sugestão: vamos colocar este coordenador para tocar um berimbau?</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/41/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=41&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Orkut como forma de comércio informal</title>
		<link>http://cenasdocotidiano.wordpress.com/2008/04/04/o-orkut-como-forma-de-comercio-informal/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 23:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cenasdocotidiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>
		<category><![CDATA[Add new tag]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
Orkut, Yogurt, Kikut, Iakut. Chamado de diversas formas, o Orkut  atraiu, nos quatro últimos anos, cerca de 23 milhões de pessoas somente no Brasil, que fazem seus perfis, postam fotos, recados, depoimentos e, também, seu comércio formal ou informal.
Andei olhando o site por esses dias e percebi a quantidade de pessoas vendendo pela comunidade virtual. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=39&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-40" src="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/04/orkut.jpg?w=400&#038;h=284" alt="" width="400" height="284" /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">Orkut, Yogurt, Kikut, Iakut. Chamado de diversas formas, o <a href="http://www.orkut.com" target="_blank"><span style="color:#0000ff;"><strong>Orkut </strong></span></a> atraiu, nos quatro últimos anos, cerca de 23 milhões de pessoas somente no Brasil, que fazem seus perfis, postam fotos, recados, depoimentos e, também, seu comércio formal ou informal.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">Andei olhando o site por esses dias e percebi a quantidade de pessoas vendendo pela comunidade virtual. Os produtos são variados, que vão de roupas, celulares, eletrônicos e até imóveis! É, isso mesmo. Um perfil anuncia a venda de casas e apartamentos em bairros nobres de Salvador; no outro, a usuária escreve no título “Vendo produtos eróticos”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">O mercado informal já está na internet há algum tempo, através de sites como o do <a href="http://mercadolivre.com.br" target="_blank"><span style="color:#0000ff;"><strong>Mercado Livre</strong></span></a>, cujo nome já diz tudo. Mas, pelo Orkut, a novidade parece estar dando certo neste país onde, se as leis não funcionam no comércio real informal, quanto mais no virtual&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">É, acho que vou procurar uns produtos para vender também&#8230; </p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cenasdocotidiano.wordpress.com/39/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=39&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista</title>
		<link>http://cenasdocotidiano.wordpress.com/2008/03/28/entrevista/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 22:36:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cenasdocotidiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[
Gideon Rosa &#124; “Eu compreendo que é menos pão e mais circo e que a imprensa vai atrás”
Nascido no sul da Bahia (Itabuna), Gideon Rosa entrou para o teatro profissional em 7 de outubro de 1979, no palco do Teatro Castro Alves, com a peça &#8220;Apesar de Tudo, a Terra se Move&#8221;, dirigido de Paulo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cenasdocotidiano.wordpress.com&blog=3023728&post=36&subd=cenasdocotidiano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-align:center;"><strong><img width="2200" src="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/03/gideon-2.jpg?w=2200&#038;h=1175" alt="gideon-2.jpg" height="1175" style="width:422px;height:229px;" /></strong></div>
<p><strong>Gideon Rosa |</strong> “Eu compreendo que é menos pão e mais circo e que a imprensa vai atrás”</p>
<p>Nascido no sul da Bahia (Itabuna), <a target="_blank" href="http://gideonrosa.sites.uol.com.br/"><strong><font color="#0000ff">Gideon Rosa</font></strong></a> entrou para o teatro profissional em 7 de outubro de 1979, no palco do Teatro Castro Alves, com a peça &#8220;Apesar de Tudo, a Terra se Move&#8221;, dirigido de Paulo Dourado e, naquele mesmo mês, ganhava seu primeiro contrato para integrar o elenco da quarta versão de &#8220;O Bonequeiro Vitalino&#8221;. De lá para cá, são mais de 50 peças teatro, alguns filmes (Central do Brasil, Mulheres do Brasil, Tieta, dentre outros) e incursões esporádicas pela teledramaturgia (Marcas da Paixão, na TV Record, O Compadre de Ogum, na TV Globo). Durante vários anos, desenvolveu paralelamente a profissão de jornalista, cujo exercício diário abandonou em 1995 para dedicar-se somente ao teatro.</p>
<p>Em dezembro de 2003 trabalhou com a empresa norte-americana Swen Enternaiment, especializada em filmes para a tevê no filme &#8220;The Snake King&#8221;, dirigido por Alan Goldstein. É mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia.</p>
<p>Premiado algumas vezes, Gideon é ator da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, onde também coordena um ciclo anual de leituras dramáticas. Tem trabalhado com os mais diversos autores brasileiros e estrangeiros, pertencentes a várias escolas.</p>
<p><font color="#0000ff">Veja a entrevista </font></p>
<p><span id="more-36"></span></p>
<p align="center"><strong>ENTREVISTA COM GIDEON ROSA </strong></p>
<p><strong>Igor Leonardo - Você tem uma vasta experiência como ator e jornalista. Diante desse fato, como você vê, hoje, a relação entre mídia e cultura?</strong><br />
<strong>Gideon</strong> – Essa é uma questão muito complexa  porque ela pode ser respondida em vários níveis. Vou preferir ficar com o conceito amplo de cultura em detrimento de um outro que se confunde com animação cultural. Acho que a relação com a cultura é problemática porque a cultura é um processo difuso e lento, pouco visível, mensurável, misturado pela população e, com esse conceito a mídia se envolve pouco, quem mais se envolve são os organismos educativas, os veículos institucionais, aqueles que estão livres da lógica de mercado, mas aí, o público também não se interessa por esse tema e deixa que esses veículos falem para quase ninguém. Em se tratando da animação cultural, a mídia é extremamente fascinada por esse aspecto e oferece amplo espaço para sua cobertura quase que especulativa. Ela cobre o jogo de domingo, faz passeata/campanha para devolução do time do Bahia, o comentário de futebol na mídia tem mais importância várias vezes durante o dia do que qualquer outro assunto nacional &#8211; e eu estou falando assim porque o futebol também é cultura &#8211; então, a mídia é movida pelo que pode interessar a milhares. Em resumo, a mídia só se interessa pela cultura quando um determinado aspecto pode interessar a muitos, quando o público é restrito, ela vira as coisas. Nós vivemos um verdadeiro nivelamento por baixo e a mídia é muito responsável por isso.<br />
 <br />
<strong>IL &#8211; Diante da sua resposta anterior, você poderia fazer um rápido paralelo entre a relação mídia X cultura de hoje e esta mesma relação em décadas passadas, em especial quando você começou sua carreira jornalística e artística?</strong><br />
<strong>G</strong> &#8211; Vou ser direto porque tenho medo de ser saudosista. Quando eu tinha 16 anos, eu lia grossos cadernos dedicados a assuntos da cultura nos maiores jornais do país, Folha, Estadão, e, principalmente o Jornal do Brasil. Eram escritos por intelectuais brilhantes, especialistas das mais diversas áreas. Dos anos 70 pra cá, esses cadernos foram afinando, afinando até o desaparecimento total. Não sobrou nada além da cobertura medíocre, da ausência de opinião.<br />
 <br />
<strong>IL &#8211; Alguns filmes, de algum tempo para cá, têm colocado, nas suas narrativas, a mídia como uma grande vilã, a exemplo de &#8220;O quarto poder&#8221;, de Costa-Gravas. Você assistiu este filme? E, mesmo que não, qual a sua opinião a respeito dessas recentes produções que seguem a tendência de vilanizar a mídia?</strong><br />
<strong>G</strong> &#8211; Não vi o filme. A imprensa como &#8220;o quarto poder&#8221; é um conceito muito arraigado. Talvez seja mesmo. Eu não acho que a imprensa seja vilã, não é isso, é que a imprensa vive a lógica de mercado do sistema neoliberal. As coisas mudam, &#8220;evoluem&#8221; num certo sentido, as empresas precisam ser superavitárias financeiramente. Então eu compreendo que é menos pão e mais circo e que a imprensa vai atrás, a mídia de um modo geral. Não penso que isso seja um erro, além do mais, se bem observado, existem muitos veículos preocupados com esses aspectos, profissionais honestíssimos que se preocupam diariamente em dar o melhor de si para informar com precisão, para opinar com justiça e propriedade. O problema é que isso não vende. O que vende é o sensacionalismo da &#8220;Veja&#8221;, das tevês comerciais, dentre outros veículos.<br />
 <br />
<strong>IL &#8211; Atualmente, quais são os pré-requisitos básicos para ue você aceite ou não um trabalho?</strong><br />
<strong>G</strong> &#8211; Não quero ser arrogante, mas minha resposta vai parecer. Primeiro eu preciso me apaixonar pelo tema e se o texto é bem escrito. Depois, eu preciso saber se tenho um papel de protagonista ou um bom antagonista. Isso no teatro. Bobagem eu não quero fazer. No cinema e no vídeo eu sou claramente mais modesto porque não tenho uma carreira assim tão sólida como no teatro.<br />
 <br />
<strong>IL &#8211; No atual momento político em que vive o país, quais são as vantagens e as desvantagens para a cultura, em especial a do Nordeste?</strong><br />
<strong>G</strong> &#8211; O Nordeste é a rabeira. Não tem vantagem alguma estar no Nordeste. Aqui não tem empresas com alto índice de pagamento de impostos para que a gente possa se beneficiar dos programas de renúncia fiscal. Então ficamos à mercê da generosidade dos dirigentes da cultura em cada lugar, das relações subterrâneas. Vantagem só existe para quem mora no eixo Rio-São Paulo para onde vai a verba significativa, para onde vai o dinheiro que importa. O resto é o resto.Ah, minto, o Nordeste tem uma única vantagem: por ser pobre e desprotegido tem a vantagem de fazer uma arte mais genuína.</p>
<p><strong>IL - O que você assiste, hoje, na televisão?<br />
G</strong> - Eu vejo quase tudo, principalmente notícia. Sou viciado na rádio Bandenews, no canal STV e em seriados de crime (Lei e Ordem, CSI), talvez eu tenha uma mente perversa (risos). Quando tenho amigos atuando em alguma novela, aí eu vejo, acompanho cada capítulo, porque eu gosto de comentar o desempenho com eles. Eu gosto muito de televisão, sou contra aqueles que execram a televisão, acho um instrumento educativo muito interessante, você, como espectador é que tem a obrigação de selecionar ao que você assiste.</p>
<p><strong>IL - Em 2004, você ganhou o Prêmio Braskem de Teatro como melhor ator. O que este prêmio representou para o teatro baiano e, especialmente, para você?</strong><br />
<strong>G</strong> - Honestamente? Nada. Isso não elevou meu valor de mercado, não me deu mais visibilidade do que a que já tenho. Ganhar um prêmio desses causa um efeito que em uma semana está esquecido. Você está sempre começando. Ninguém conhece você. O teatro não tem público. Um ator de teatro é um ilustre desconhecido. Estou falando de teatro e não de alguma coisa travestida de teatro que faz muito sucesso e caiu no gosto popular do público baiano. Esse &#8220;teatro&#8221; eu me recuso a fazer. Então, teatro conseqüente como o que eu faço não tem público, não se populariza, não fica conhecido. Não existe muito investimento, ninguém quer patrocinar mesmo que você tenha vários prêmios, como eu tenho. O Braskem de 2005 (ano 2004) foi apenas mais um prêmio que eu agradeço muito porque foi pago em dinheiro e isso me ajudou a continuar sonhando com o teatro. É como se eu tivesse recebido um cachê justo. Fiquei muito feliz.</p>
<p><strong>IL &#8211; A peça &#8220;Mestre Haroldo&#8230; e os meninos&#8221; segue uma linha de espetáculo não muito comum, hoje, no teatro baiano: duas horas de duração, texto bastante dramático, sem efeitos audiovisuais e praticamente sem sonoplastia. Como está sendo a aceitação pelo público deste espetáculo? E você, enquanto ator, o que este projeto está representando?<br />
G</strong> - Como eu disse antes. Eu me orgulho de dizer que eu faço teatro. Teatro é uma arte anacrônica, artesanal, não se pode fazer outra forma. Toda vez que se faz teatro investindo em outros recursos (efeitos, certas pirotecnias) eu acho que o diretor está querendo esconder alguma coisa, o essencial: que é o ator, a alma do teatro, o texto, o seu material primário. Eu não acredito em teatro que desvia a atenção do público do que realmente interessa. Nós temos um público pequeno, mas já sabíamos disso desde o primeiro instante. É um espetáculo raro mesmo, mas o público que tem ido ao teatro vai às lágrimas. A cada dia, enquanto a peça corre, escutamos o choramingar das pessoas com a trajetória das personagens. É uma peça que tem um efeito extraordinário sobre a recepção. Estou plenamente recompensado. O público se diverte um pouco, mas sai do teatro pensando. Essa é a função do teatro: divertir e fazer pensar também. Deus me livre de um dia um público sair de uma peça minha e alguém perguntar: &#8220;Sobre o que era a peça?&#8221; E a pessoa responder: &#8220;Eu não sei sobre o que era peça. Só sei que eu ri muito&#8221;. Aí eu deixo de fazer teatro. O mundo já tem estupidez demais, muito Bahêea para alienar. Eu, não.<br />
 <br />
<strong>IL &#8211; Você já pensou, em algum momento, em deixar de atuar e viver somente como público? Por quê?</strong><br />
<strong>G</strong> - Não, não. Isso não. Primeiro que eu não planejei fazer teatro na vida. Eu pensei em ser jornalista e advogado. Foi por acaso, felizmente. Agradeço a um grande amigo de infância, o ator e poeta Ramon Vane, meu descobridor. Público eu sou sempre, jamais deixarei de ser público, adoro ser público, mas só deixarei o palco quando não puder mais me manter em pé diante do meu público. Não há sensação mais divina.</p>
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		<title>Salvador, 459 anos!</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 19:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cenasdocotidiano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Neste sábado, a capital baiana completará mais um ano de emancipação.
Gostaria de desejar a esta cidade querida, mas cheia de contrastes, muita paz a todos os habitantes e turistas que aqui estão!
Parabéns!
Veja aqui um pouco da história desta maravilhosa cidade, que foi a primeira fundada no Brasil, em 1549.
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/03/481549_404833012.jpg" title="481549_404833012.jpg"></a></p>
<p align="center"><img align="left" width="272" src="http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/03/481549_404833012.jpg?w=272&#038;h=495" alt="481549_404833012.jpg" height="495" style="width:181px;height:254px;" />Neste sábado, a capital baiana completará mais um ano de emancipação.</p>
<p align="center">Gostaria de desejar a esta cidade querida, mas cheia de contrastes, muita paz a todos os habitantes e turistas que aqui estão!</p>
<p align="center">Parabéns!</p>
<p align="center">Veja <a target="_blank" href="http://www.salvador.ba.gov.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=8773&amp;Itemid=40"><strong>aqui</strong></a> um pouco da história desta maravilhosa cidade, que foi a primeira fundada no Brasil, em 1549.</p>
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