Inaugurada há quase 30 anos, a maior estação de transbordo de Salvador – Estação da Lapa – vive sua decadência. Passei por lá há poucos dias e pude constatar o conjunto de falta de ações que poderiam ser feitas para melhorar aquele espaço, que é útil para as quase 500 mil pessoas que passam por lá todos os dias. O nome original – Estação Clériston Andrade – não faz valer a homenagem a este que foi uma grande figura baiana.
Infiltrações, sujeira, desordenamento de ambulantes e rachaduras compõe o cenário que mais parece um lugar que foi esquecido no tempo. Aliás, não parece, foi esquecido. Esquecido por aqueles que preferem se esconder fechando a porta dos seus gabinetes e os vidros escurecidos dos seus automóveis para ver não o que realmente se passa pela cidade. Esquecido também por aqueles que preferem transitar de helicóptero, ao invés de encarar os problemas da cidade e revolvê-los da melhor forma possível.
Este ano promete, este ano é de promessa. E que 2012, assim espero, seja não somente de juramento, e sim de ações que, efetivamente, tirem de Salvador esta maquiagem que não lhe pertence.
