O santo casamenteiro

19 06 2008

Protetor dos pobres, auxílio na busca de objetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é Santo Antônio de Pádua, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa. A devoção ao santo atravessa séculos. Desde a canonização pelo Papa Gregório IX, em 1263, o santo casamenteiro atrai milhares de fiéis.

Em Salvador, diversas paróquias homenageiam Santo Antônio no dia 13 de junho, sempre com uma procissão, que é a culminância de 13 dias de oração. No bairro do Garcia, a educadora Sálua Chequer faz a trezena há 24 anos, mas é devota desde a infância. “Minha primeira professora de música rezava e eu tinha o maior prazer de ir com minha mãe. Eu tenho uma história com Santo Antônio que não sei explicar. Mas é uma coisa de muito amor, muito carinho. Arrumo a casa com muita dedicação e muito prazer em homenagem ao glorioso. Para mim, é a celebração da vida estar junto com a comunidade nesta procissão”, declara emocionada.

O cortejo saiu do salão do prédio da professora em direção ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, do Colégio Antônio Vieira, que fica próximo. Chegando lá, músicas e orações fazem parte do ritual, acompanhado de pessoas de várias faixas etárias, que também levam para suas casas o pão de Santo Antônio.

Para o Pe. Miguel Martins, da ordem Jesuíta, “os fiéis têm tanto amor a este santo, que é como se fosse alguém da família. É muito grande essa intimidade do brasileiro com Santo Antônio, ainda mais na Bahia”, afirma.

Logo após as rezas, Sálua recebe a comunidade em sua casa, com direito a comidas típicas e brincadeiras, a exemplo da “fita de Santo Antônio”.


Ações

Informações

Deixe um comentário