Estação da Lapa agoniza e pede soluções

4 01 2012

Inaugurada há quase 30 anos, a maior estação de transbordo de Salvador – Estação da Lapa – vive sua decadência. Passei por lá há poucos dias e pude constatar o conjunto de falta de ações que poderiam ser feitas para melhorar aquele espaço, que é útil para as quase 500 mil pessoas que passam por lá todos os dias. O nome original – Estação Clériston Andrade – não faz valer a homenagem a este que foi uma grande figura baiana. Leia o resto deste post »





A leveza da cidade de São Paulo

4 07 2011

Num fim de semana dito “normal”, ou seja, aquele que não há algum evento ou feriado programado, decidi sair do óbvio, pegar a “contramão” e seguir em direção à São Paulo, capital dos negócios e das badalações. Confesso que sair de Salvador – cidade que, mesmo chovendo, não faz frio – e ir para a capital paulista enfrentar sete graus à noite não é para qualquer baiano que está acostumado com a temperatura elevada mesmo no inverno.

Um passeio pelo centro de São Paulo no sábado começou o meu roteiro. A Praça da República, o Teatro Municipal, o Viaduto do Chá, a Igreja da Sé, o Pátio do Colégio dos Jesuítas, marco inicial da capital paulista, o cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, o bairro da Liberdade e a Av. 25 de Março foram os locais visitados, num percurso com cerca de três quilômetros. Leia o resto deste post »





Contas rejeitadas e crise política paralisam Salvador

17 05 2011

Vale a pena conferir e entender a “pindaíba” que passa Salvador, primeira capital do País e, agora, mergulhada em problemas.

Matéria extraída do jornal Valor Econômico, edição de 17 de maio de 2011.

A Prefeitura de Salvador está travada. Com uma dívida de R$ 131 milhões junto ao INSS, rombos consecutivos em suas contas e uma delicada conjuntura política, que promove uma frenética dança das cadeiras no secretariado local, não consegue apresentar projetos ou oferecer qualquer contrapartida para firmar convênios com o governo federal. Além disso, está inscrita no Cadastro Único de Convênio (Cauc), que indica os municípios impedidos de receber recursos federais. Tais fatores impedem a chegada de R$ 160 milhões empenhados pela União ao município. Com as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas local (TCM), com que trava uma guerra judicial, o prefeito João Henrique (PP) convive ainda com a ameaça de cassação de seus direitos políticos pelos próximos oito anos. Leia o resto deste post »





Sociedade moderna, preconceito antigo

21 03 2011

Após mais de seis meses sem postar algo no blog, decidi acabar de vez com a preguiça e me dedicar a escrever neste dia tão especial, em que se comemora o Dia Internacional contra a Discriminação Racial. Dia tão importante quanto o 20 de novembro, o da Consciência Negra, porém mais abrangente. Digo isso porque a discriminação racial não se dá somente do branco para o negro. Ela ocorre em ambos os lados.

E no decorrer do dia a dia, com tanta discriminação, principalmente e historicamente com os negros, eis que surgem várias frases de efeito, uma delas: tenho orgulho de ser negro. Ora, ter orgulho de um tom de pele é reduzir, e muito, a história do negro no mundo. As lutas e o histórico de superação, até nos dias atuais, isso sim, pode orgulhar qualquer um, negro ou não.   Leia o resto deste post »





Bahia: as pesquisas, o horário eleitoral e a realidade

11 09 2010
A avalanche de pesquisas de intenção de votos, quando se aproxima a data do pleito para governadores, é cada vez mais comum no Brasil e não poderia ser diferente na Bahia. Hoje, determinado candidato está em alta, amanhã, cai. Esse termômetro é seguido piamente pelos coordenadores das campanhas e deixam os candidatos aflitos às vésperas de cada divulgação, principalmente os que não conseguiram evoluir nas pesquisas anteriores.

A Bahia tem um histórico não muito legal, quando se trata da confiança que se deve ter nas pesquisas eleitorais. Em 2006, por exemplo, o candidato que estava em segundo lugar, leia-se Jaques Wagner (PT), venceu em primeiro turno, surpreendendo a todos, na derrota de um dos maiores líderes políticos do Estado, Antônio Carlos Magalhães, que tinha Paulo Souto (DEM, na época, PFL) como seu candidato.

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Baiano vai à praia ou à barraca?

10 09 2010

Bartira Góes, procuradora da República / Foto: Correio da Bahia

Uma declaração interessante da procuradora da República, Bartira Góes, me chamou a atenção esta semana. Para ela, “baiano não vai à praia, vai à barraca”, e completa: “eles precisam ser educados para que passem a frequentar a praia. Isso precisa mudar”.

Então quer dizer que a cultura do baiano é ser mal educado e está restrita a ir à barracas de praia? Bom saber. Essa, para mim, é nova. Sobre o fato de as barracas serem de extrema importância para a diversão dos soteropolitanos, tudo bem, não concordo. Acho que a Bahia tem uma tamanha diversidade cultural que seria esculachá-la considerando desta forma. Mas chamar os baianos de mal educados e farofeiros, é f… Me desculpem a indignação, mas nessa Bahia tem cada coisa… Leia o resto deste post »




A imprensa diz, desdiz e vira urubu

9 09 2009
A imprensa diz, desdiz e vira urubu
Por Igor Leonardo em 8/9/2009
Há alguns dias, milhões de brasileiros ficaram perplexos com as imagens da professora baiana dançando “Todo Enfiado”. Após a postagem do vídeo no site YouTube, uma emissora de televisão de Salvador divulgou maciçamente este “primoroso feito”, o que fez o fato repercutir no âmbito nacional, tomando um enorme tempo de um programa de TV transmitido para todo o Brasil da mesma emissora a que a TV baiana é afiliada.
Passada a grande repercussão, vários outros fatos e especulações: a professora perdeu o emprego; a banda “O Troco”, detentora da música, ganhou fama e a protagonista da história está tentando tirar proveito de tudo isso. Seja seguindo carreira de dançarina sensual – e isso ela faz muito bem –, seja posando para uma revista masculina do jeito que veio ao mundo, como ela mesma admite já ter recebido o convite.
Com toda essa história, as especulações em torno da real cultura baiana começou a (re)surgir na imprensa nacional. Algumas pessoas, inclusive, resumiram a cultura baiana a esses tipos de eventos em que a mulher é vista de maneira promíscua e sem conteúdo.
Palavras nãovoltam atrás
Mas o que dizer de Jorge Amado, com seus romances admirados em várias partes do mundo? O que dizer de Raul Seixas, com a sua “Sociedade Alternativa”? O que dizer de Castro Alves? O que dizer de tantos nomes memoráveis da cultura que aqui viveram e ainda vivem? O que dizer da importância da Bahia para a história do Brasil? O que dizer do samba de roda e de tantas manifestações culturais carinhosamente preservadas pelo povo baiano?
Agora, não adianta a mesma emissora de TV que começou tudo isso, que “colocou lenha na fogueira”, tentar “apagar o fogo com assopro”, o que é quase impossível. Foi essa a impressão que ficou após um apresentador, radialista e comentarista defender, no jornal local soteropolitano, com unhas e dentes, a mulher baiana e a cultura que permeia esse estado. Por que, ao produzir esses tipos de reportagens, não se pensa nas questões éticas do jornalismo e no direito à privacidade do indivíduo, à preservação da imagem que a Constituição brasileira assegura?
O que fica, pelo menos para quem costuma pensar nestas coisas, é a impressão de que a imprensa faz e desfaz, mas que, antes de fazer, pensa primeiramente na audiência e no sensacionalismo dos fatos. Já passou da hora de fazer a diferença! De nada vale sensacionalizar o fato e tentar mostrar que a real intenção não foi esta. O que disse, já foi dito. Palavras não voltam atrás.
Digerindo “carniça”
Atitudes deste tipo fazem com que a credibilidade da imprensa regional diminua cada vez mais, fortalecendo, inclusive, de permeio o discurso dos que são contra a obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Tantos problemas rondando a cidade, mas os veículos (nem todos) insistem em praticar o sensacionalismo e fazer dele o seu principal norteador. Fatos irrisórios como este, veiculados na grande imprensa, apenas reforçam o desgaste dos profissionais que trabalham para fazer um jornalismo sério e de qualidade. É preciso, acima de tudo, repensar o real papel da imprensa na sociedade.
Quanto à professora, cabe agora tirar proveito da situação e se esforçar para mostrar a verdadeira identidade da mulher e da cultura baiana. Já a imprensa… Ah, imprensa! Se continuar digerindo estas “carniças”, pode amanhecer, um dia, na mente das pessoas, confundida com um urubu.

Há alguns dias, milhões de brasileiros ficaram perplexos com as imagens da professora baiana dançando “Todo Enfiado”. Após a postagem do vídeo no site YouTube, uma emissora de televisão de Salvador divulgou maciçamente este “primoroso feito”, o que fez o fato repercutir no âmbito nacional, tomando um enorme tempo de um programa de TV transmitido para todo o Brasil da mesma emissora a que a TV baiana é afiliada.

Passada a grande repercussão, vários outros fatos e especulações: a professora perdeu o emprego; a banda “O Troco”, detentora da música, ganhou fama e a protagonista da história está tentando tirar proveito de tudo isso. Seja seguindo carreira de dançarina sensual – e isso ela faz muito bem –, seja posando para uma revista masculina do jeito que veio ao mundo, como ela mesma admite já ter recebido o convite.

Com toda essa história, as especulações em torno da real cultura baiana começou a (re)surgir na imprensa nacional. Algumas pessoas, inclusive, resumiram a cultura baiana a esses tipos de eventos em que a mulher é vista de maneira promíscua e sem conteúdo. Leia o resto deste post »





O santo casamenteiro

19 06 2008

Protetor dos pobres, auxílio na busca de objetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é Santo Antônio de Pádua, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa. A devoção ao santo atravessa séculos. Desde a canonização pelo Papa Gregório IX, em 1263, o santo casamenteiro atrai milhares de fiéis.

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A resposta do Berimbau

15 05 2008

Poema

Superado pelo tempo,
Ensinando muito mal,
Fabricando mil diplomas
Para entupir hospital,
O doutor da faculdade
Botou, com toda maldade,
A culpa no berimbau.

 

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Após 120 anos, será que somos livres?

13 05 2008

No dia em que se comemora a Abolição da Escravatura, desde 13 de maio de 1888, surge a primeira pergunta: será que somos livres? E, a final, o que foi a tal liberdade que Princesa Isabel assinou na Lei Áurea? Veja o histórico.

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